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Qual a solução para a Igreja Brasileira?

Pensando em uma nova categoria de evangélicos que tem sido apontada hoje, “os evangélicos sem igreja” ou “os des-igrejados”, traço um panorama da atual realidade da igreja brasileira. Novos desafios, novas necessidades, um acelerado crescimento numérico, valores indefinidos e sem rumo certo. Essa é a nossa igreja, que ao mesmo passo que multiplica expressivamente sua quantidade de adeptos, posiciona-se de maneira irrelevante quanto ao seu contexto. As perguntas são: Do que precisamos para cumprir a nossa tarefa de sinalizar o reino de Deus e mudar ou pelo menos alvoroçar o mundo ao nosso redor?¹ E por onde começar a reforma do cenário cristão no Brasil?
As perguntas não são fáceis, mas me atrevo a esboçar uma resposta para as duas questões: precisamos de líderes preparados, é por eles que tal reforma irá começar. O novo testamento nos mostra que na igreja os ministérios são variados e apesar de não podermos nos apegar a modelos e estruturas prontas, devemos atentar para algumas características essenciais.
Primeiro necessitamos ser diversificados em nossos modos e formas. A igreja que deseja servir a comunidade precisa de tipos variados de líderes, se ela deseja responder perguntas como: “Qual é a relevância da igreja para a cidade?”, “O que a instituição eclesiástica pode fazer para mudar o contexto violento ao seu redor?”; é necessário que tenhamos pessoas preparadas nas mais diversas áreas de apoio a sociedade. O diferente completa.
Também há a necessidade de serem genuinamente bíblicos. Voltar às primícias do corpo de cristo, tendo como guia e manual predominantemente a Bíblia. É necessário que não abramos mão dos valores e princípios bíblicos em detrimento de modelos e métodos modernos, por mais que a dinâmica bíblica se adéque em relação ao fator tempo, cultura e contexto, temos que nos centrar e reformar sem perder as verdades eternas. Renovo, essa é a palavra, não abandonar o velho, mas em vez disso moldar a mensagem para que ela seja recebida de forma ideal pelo ouvinte, “olhante”, “experimentante”. Seja qual for o objetivo, a Bíblia tem a verdade perfeita para alcançá-lo.
Por ultimo ressalto a importância da transparência. Precisamos de líderes transparentes, pessoas de verdade, de “carne e osso”. Precisamos de líderes que tenham problemas, errem e se aproximem de seus liderados. Hoje e cada vez mais, não serão tolerados os líderes impessoais e “perfeitos”. Figuras de líderes, “sem mácula”, “super homens”, “semideuses”; serão rejeitados, pois estão distantes do povo, longe dos doentes. Precisamos de guias que sejam gente como a gente.
Finalizo confrontando o que escrevi a pouco, pois a mudança começará em nós, no nosso grau de exigência quanto aos nossos líderes, na nossa disponibilidade a ser tais líderes, de viver o cristianismo como ele deve ser, baseado na vida de Cristo. Fica aqui a frase de uma modelo famosa que um amigo me disse a um tempo: Seja você a mudança que espera nos outros.

(Adaptado de Revista Ultimato)

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