Livres da hipocrisia e presos na palavra!

Já faz um tempo que escrevi sobre hipocrisia aqui no blog com o post “O que na verdade somos?“, sabemos que o processo de “desfarisaisação” da nossa vida é uma etapa difícil e importante pelo qual precisamos passar, todavia nossa caminhada com Cristo continua e com isso avança a necessidade de ir para além. Eu preciso não apenas viver de forma transparente, mas também viver de maneira agradável a Deus onde eu o glorifico através da transformação que ele faz na minha vida. Quero viver fora do acrílico, da caixa, da sistematização teológica, da religiosidade, porém dentro da Palavra de Deus, lutando pra ser mais parecido com Jesus todos os dias e para me livrar da corrupção que há em mim.

Vamos a algumas considerações para entender que tão relevante quanto viver na verdade sincera é viver na verdade da palavra:

  Errar e aprender, aprender e não errar! Somos pecadores, isso é fato, somos potenciais transgressores e temos um “talento” natural para cair. Mas quem disse que isso é de um todo ruin? como diz a música: “Tudo é uma lição, a gente tem que aprender, o Mestre usa a vida a vida usa tudo!”. Errar faz também faz parte do nosso aprendizado e apesar de não ser a maneira mais saudável as vezes é a mais eficaz. Eu sou um cara que sei bem o que é aprender errando (e imagino quão melhor seria se eu aprendesse de outro jeito) e entendo o agir de Deus nisso, mas isso não vale de nada se não gerar em mim uma  mudança de atitude. Dentro desse processo de aprendizagem um ponto essencial é trazer o erro para a luz, mas isso é feito para gerar cura ou pelo menos resistência. O que quero dizer é que não vale de nada ter apenas uma vida super autêntica, onde eu sou o cara que erra mesmo e não tem vergonha de mostrar isso, pois em nada isso me diferencia daquele que não vivem a fé cristã ( na verdade eu encontro mais pessoas autenticas fora do que dentro da igreja). Temos que nos despojar daquilo pelo qual já passamos (Ef 4.22b).

   Fora do saleiro sim, sem gosto não! Nos últimos anos  a minha jornada tem sido inspirada pela mensagem de homens como Ed René KivitzMarcos BotelhoFabricio Cunha quem estão a me ensinar uma vida cristã no meio dos “pecadores” (como se eu não fosse um). Todavia na mensagem dos mesmos eu aprendi a me igualar na humanidade, para que o divino se sobressaia em mim, ou seja, precisamos ser gente de verdade, que tem sentimentos, sonhos, sofrimentos e que não é melhor do que ninguém para que a graça de Deus se revele em nós e as pessoas percebam que a diferença não vem de nós, mas em nós. Precisamos viver no meio daqueles que precisam ler a palavra em nós, precisamos brilhar no meio da escuridão (Fl 2.15), não podemos sair do mundo ( e nossa pós encontro com Cristo não teria significado se isso acontecesse), mas podemos orar ao Pai e pedir a Ele que nos livra do mal ( Jo 17.15) e deixar que ele faça isso. Vivamos como cartaz que tem uma mensagem para ser lida em nós!

Por último, nem tudo que é transparente é puro! Eu sou um cara que come muita besteira e amo comida de fast-food, uma das características desse tipo de estabelecimento é que a cozinha fica visível ao cliente e o processo de preparação é transparente ao consumidor, porém todo mundo sabe que hambúrguer e batata frita está longe de ser a dieta saudável que existe. Além de sinceridade, precisamos de santificação. Antes vivíamos podres por dentro e bonitinhos por fora, agora sem capa colocamos toda a podridão pra fora, mas Deus quer mais, ele quer nos livrar dessa podridão e nos tornar dia a dia mais semelhantes a Cristo (2 Co 3.18). Sejamos transparentes para que os outros enxerguem a mudança gradativa nas nossas vidas e não uma vida estagnada e conformada.

Esse é o desafio, viver com uma só face, mas que essa face seja a de Cristo. Não digo que cheguei nisso, na verdade estou bem longe, mas vamos a luta! Inconformados com nós mesmo, ansiosos pela transformação de Deus em nossas vidas e comprometidos a viver a única vida que temos transbordando Cristo em tudo e em todos.

Abraços!

André Dickson

Ps: São 4h46 da manhã e estou bem indisposto para ler novamente este texto, até pq já gastei tempo escrevendo essa observação, então me perdoe qualquer erro semântico ou sintático. Vlw!

 

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Peixe fora d’água!

[Hoje é mais um texto da série desabafo, então não esperem um texto dos mais sofisticados e bem organizados, pois apenas derramei em letras o que estou sentindo.]

Hoje rolando a minha “timeline” em uma rede social me deparei com uma triste realidade, tenho 21 anos e faço parte de uma geração que sendo otimista chamo de pouco relevante. Temos um enorme poder de mobilização pela rede e estamos próximos como nunca, mas falta engajamento, falta uma causa! Fico pensando o quanto mais densas seriam as manifestações dos caras pintadas se eles tivessem a integração virtual que temos hoje.

Guiados por líderes que estão mais preocupados em nos manter nos bancos da igreja e fazer de mil malabarismos para que não percamos o interesse nela, vamos vivendo, ou melhor, sobrevivendo movidos a shows e eventos, sem perspectiva de deixar um legado. Não fazemos diferença alguma para o nosso contexto. Não sabemos bem no que cremos e não temos as respostas para as perguntas do mundo, nos falta tanto em teologia quanto em ideologia.

Hoje penso se sou eu que estou errado em estar triste vendo uma das maiores mobilizações em meu estado no meio denominacional para o que será um grande evento? Acho que o problema está em mim em ser tão utópico. Será que devo acompanhar a massa? NÃO CONSIGO!

Por fim oro pela minha geração e pelas que virão, pois somos o presente e sem presente não há futuro. Fico feliz em ser o estranho, pois apesar de não mudar mundo exterior, tenho o meu mundo interior transformado a cada dia pelo Espírito Santo que me incomoda cada vez mais. Vou me calar? Claro que não! Vou continuar sendo um louco no meio da multidão, vou continuar tentando mudar o mundo e posso não conseguir, mas pior que isso é chegar no final e não poder dizer… EU TENTEI!

“Precisamos preparar a igreja de amanhã para o peso que o mundo colocará nas suas costas e não anestesiá-los com uma falsa ideia de evangelho. Esse sim é o nosso desafio.” (Sérgio Pavarini)

“Depois que toda aquela geração foi reunida a seus antepassados, surgiu uma nova geração que não conhecia o Senhor e o que ele havia feito por Israel.”
(Juízes 2:10)

Fé cega, faca amolada!

Por Carlos Bezerra Jr.

“Novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu
vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos
conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” | João 13:34 e 35

Quando Rosa Parks se negou a ceder seu lugar no ônibus a uma mulher branca, nos Estados Unidos dos anos 1950, havia um pastor ao seu lado para protestar contra segregação racial. Ele liderou esse movimento por anos. Enfrentou ameaças e ataques. Seu nome era Martin Luther King. E sua participação foi decisiva na luta contra a discriminação não só nos transportes, mas em toda a sociedade norte-americana. Foi assassinado brutalmente. Mas virou herói em seu país, e, hoje, não é possível falar de Direitos Humanos ou minorias sem citar sua enorme contribuição.

Esse movimento de mais de 60 anos atrás me lembra de que, quando a fé encontra a ação política profética, não precisa necessariamente se transformar em acusações, falso moralismo ou hipocrisia. Antes, pode ser traduzida em ação contra a injustiça, a favor da inclusão e pela paz. Infelizmente, porém, parece que o modelo capaz de combinar atuação pública relevante e cristianismo genuíno está sendo ignorado por alguns daqueles que resolveram se dizer porta-vozes da Igreja brasileira.

Tenho acompanhado com perplexidade – e, tenho de dizer, com constrangimento – o noticiário dos últimos dias. A conclusão é óbvia: a plataforma dos Direitos Humanos virou palanque predileto de um certo povo lá de Brasília… Usar tema dessa importância só pra se promover já não seria coisa boa. Porém, se ao menos estivessem batendo bumbo contra a corrupção, a violência e a injustiça vá lá… Mas não. O que estão fazendo é acentuar preconceitos e rancores, estimular a exclusão e o racismo, e defender a intolerância. E o pior: tudo isso em nome de Deus (e no meu e no seu nome também!).

É evidente que, num país democrático, ninguém pode impedir quem quer que seja de expressar suas opiniões, valores e crenças. E o princípio vale também para nós, evangélicos, que temos de ter liberdade para dizer o que pensamos. Não se combate intolerância com intolerância, nem fundamentalismo com mais fundamentalismo. Sem dúvida, repudio qualquer tentativa de cerceamento desse direito. Porém, não podemos nos esquecer de que Jesus veio a esse mundo com a missão de salvá-lo e não de acusá-lo.

Quem me conhece, sabe da minha militância de quase 20 anos pelos Direitos Humanos. Sabe de minha luta e da luta do grupo que represento para garantia de direitos aos pobres, aos injustiçados, aos mais fracos, aos escravizados… E, na semana que passou, fui ao plenário e me posicionei contra essa redução da agenda bíblica de transformação social a questões de sexualidade. No entanto, não protestei como ativista do tema: discursei como cristão.

Fui ao microfone e critiquei esse modelo de política e púlpito que explora questões étnicas ou de sexualidade em troca de lucro eleitoral (ou seja, voto). Mas, sobretudo, usei meu pronunciamento para pedir perdão. Sim, dirigi-me aos não-crentes, àqueles que não professam a mesma fé que eu e você, e pedi que nos perdoassem se, de alguma forma, o barulho que está sendo feito os estiver impedindo de entender a verdadeira mensagem de Jesus.

Há mais de dois mil versículos na Bíblia falando sobre o cuidado com os pobres e aproximadamente seis tratando sobre homossexualidade, por exemplo. No entanto, não se vê nenhum projeto para atender a quem sofre. Pergunto: Quantas vezes Jesus falou sobre homossexualidade? Respondo: Nenhuma… No topo da lista dos confrontados pelo Mestre estavam os homossexuais? Ou eram os hipócritas religiosos de Sua época? Por que, então, super explorar alguns temas de forte apelo eleitoral e desvalorizar outros, claramente enfatizados pela Bíblia e por Jesus? A quem interessa reduzir a essência amorosa e transformadora da mensagem de Jesus à agenda moralista? Será que esses que fecham os olhinhos diante das câmeras da imprensa, parecendo muito espirituais, não os mantêm bem abertos, fixos nos votos que podem tirar de todo esse teatro?

“Errais não conhecendo as Escrituras”, diz a Palavra. E o problema fica ainda mais agudo quando esse discurso sem amor ou sabedoria contamina algumas igrejas. Aí, é mesmo como na velha música: fé cega, faca amolada. Crentes sinceros têm aderido a essa ideologia esdrúxula, sem saber que estão assumindo uma agenda que nada tem a ver com os reais desejos do coração do Pai.

Atenção, caro leitor. Não estou propondo que essa ou aquela prática seja, agora, legitimada. Há questões que são específicas da Igreja. E outras que são de Estado. Não apoio aqueles que tratam a nós, evangélicos, como ignorantes. Minha fé e minha consciência cristã não estão alinhadas a esses que querem impor no grito sua condição como regra. Defendo que respeitem a nós, evangélicos, com o mesmo respeito que têm exigido.

Porém, o que acontece é, no meio de todo esse barulho, a ideia de cristianismo transmitida está errada. O testemunho público está ruim. Pesquisa recente, realizada pelo Barna Group, nos Estados Unidos, questionou jovens não-cristãos sobre sua percepção sobre os cristãos. O resultado? Para eles, a principal característica dos crentes é a de ser anti-homossexual. Triste conclusão a de que cristãos estejam se tornando mais conhecidos pelo que são contra do que pelo que são a favor. Vale a reflexão. Essa com certeza não era a impressão que as pessoas tinham ao encontrar Jesus ou os irmãos da primeira Igreja.

Perde-se tempo com discussão de modos e costumes, quando uma agenda cristã contemporânea, biblicamente fundamentada, conduzida com honestidade e humildade, poderia diminuir a violência, lutar por melhores condições de saúde, erradicar a pobreza e a escravidão moderna, cuidar da Criação, fortalecer as famílias, promover o respeito à sacralidade da vida humana e sua dignidade intrínseca – bem ao contrário dos absurdos que temos visto.

A esses pastores ou políticos que se autodenominam defensores dos evangélicos, lembro que a Igreja já tem em Cristo o seu maior e suficiente defensor. As vozes cristãs que mais foram ouvidas e mais transformaram a história da Humanidade não foram essas que se apressam em julgar e condenar. Foram aquelas que pregaram e viveram a essência da mensagem de Jesus: o amor, a paz, a justiça, o perdão, a tolerância, a não violência, a defesa dos mais frágeis, a vida com integridade. Foram vozes que se levantaram contra o racismo e a hipocrisia religiosa.

Salve Mandela, salve Desmond Tutu, salve Martin Luther King, Bonhoeffer, Wilberforce, Jaime Wright, Robinson Cavalcanti! Com esses, estou alinhado, hoje e sempre.

Qual a solução para a Igreja Brasileira?

Pensando em uma nova categoria de evangélicos que tem sido apontada hoje, “os evangélicos sem igreja” ou “os des-igrejados”, traço um panorama da atual realidade da igreja brasileira. Novos desafios, novas necessidades, um acelerado crescimento numérico, valores indefinidos e sem rumo certo. Essa é a nossa igreja, que ao mesmo passo que multiplica expressivamente sua quantidade de adeptos, posiciona-se de maneira irrelevante quanto ao seu contexto. As perguntas são: Do que precisamos para cumprir a nossa tarefa de sinalizar o reino de Deus e mudar ou pelo menos alvoroçar o mundo ao nosso redor?¹ E por onde começar a reforma do cenário cristão no Brasil?
As perguntas não são fáceis, mas me atrevo a esboçar uma resposta para as duas questões: precisamos de líderes preparados, é por eles que tal reforma irá começar. O novo testamento nos mostra que na igreja os ministérios são variados e apesar de não podermos nos apegar a modelos e estruturas prontas, devemos atentar para algumas características essenciais.
Primeiro necessitamos ser diversificados em nossos modos e formas. A igreja que deseja servir a comunidade precisa de tipos variados de líderes, se ela deseja responder perguntas como: “Qual é a relevância da igreja para a cidade?”, “O que a instituição eclesiástica pode fazer para mudar o contexto violento ao seu redor?”; é necessário que tenhamos pessoas preparadas nas mais diversas áreas de apoio a sociedade. O diferente completa.
Também há a necessidade de serem genuinamente bíblicos. Voltar às primícias do corpo de cristo, tendo como guia e manual predominantemente a Bíblia. É necessário que não abramos mão dos valores e princípios bíblicos em detrimento de modelos e métodos modernos, por mais que a dinâmica bíblica se adéque em relação ao fator tempo, cultura e contexto, temos que nos centrar e reformar sem perder as verdades eternas. Renovo, essa é a palavra, não abandonar o velho, mas em vez disso moldar a mensagem para que ela seja recebida de forma ideal pelo ouvinte, “olhante”, “experimentante”. Seja qual for o objetivo, a Bíblia tem a verdade perfeita para alcançá-lo.
Por ultimo ressalto a importância da transparência. Precisamos de líderes transparentes, pessoas de verdade, de “carne e osso”. Precisamos de líderes que tenham problemas, errem e se aproximem de seus liderados. Hoje e cada vez mais, não serão tolerados os líderes impessoais e “perfeitos”. Figuras de líderes, “sem mácula”, “super homens”, “semideuses”; serão rejeitados, pois estão distantes do povo, longe dos doentes. Precisamos de guias que sejam gente como a gente.
Finalizo confrontando o que escrevi a pouco, pois a mudança começará em nós, no nosso grau de exigência quanto aos nossos líderes, na nossa disponibilidade a ser tais líderes, de viver o cristianismo como ele deve ser, baseado na vida de Cristo. Fica aqui a frase de uma modelo famosa que um amigo me disse a um tempo: Seja você a mudança que espera nos outros.

(Adaptado de Revista Ultimato)

Vivendo de passagem!

“Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno.”
(2 Co 4.16-18)

“Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada.”
(Rm 8.18)

“Amados, insisto em que, como estrangeiros e peregrinos no mundo, vocês se abstenham dos desejos carnais que guerreiam contra a alma. Vivam entre os pagãos de maneira exemplar para que, naquilo em que eles os acusam de praticarem o mal, observem as boas obras que vocês praticam e glorifiquem a Deus no dia da sua intervenção.”
(1 Pe 2.11-12)

“Aquele que quiser ter parte neste mundo não terá no tempo futuro, mas aquele que almeja sua parte na eternidade não tem nada neste tempo.”
(Parafraseando Juliano Son)

Somos seres eternos vivendo um pouco de finitude nesta terra, considerando isso, que somos peregrinos e forasteiros neste mundo é que vivemos derramando nossas vidas como oferta neste tempo. Com nossos olhos fitos na eternidade não procuramos encher nossos celeiros, mas nos esvaziamos de tudo que “temos” aqui para que em nós seja revelada a glória eterna.
(André Dickson)

O que na VERDADE somos?

Mentiras, máscaras, vida dupla, hipocrísia. Esses são artifícios que usamos para viver uma falsa liberdade encoberta por uma vida construída para os outros, mas o tiro sai pela culátra, pois o que fazemos com isso é nos aprisionar neste labirinto de caminhos reais e fantasiados.

Desde que tive os meus primeiros encontros com Jesus tive uma atração muito grande por conhecer sua palavra, decifrar os textos nela contidos e saber muito a respeito de tudo o que a bíblia trata. Isso é muito bom e indispensável, porém se as palavras não ultrapassarem a mente e chegarem ao coração você está entrando em um problema maior do que imagina. Um amigo meu sempre fala que o problema de conhecer muito sobre a bíblia é que temos que  praticar tudo que sabemos; a quem muito é dado, muito será cobrado!

A busca por sabedoria me levou a um dos meus personagens preferidos na bíblia (depois de Pedro é claro), o rei Salomão. Na sua coleção de provébios eu destaco um que é essencial para ter uma vida cristã autêntica, “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria”¹. Sem esse temor o que eu vivi por muito tempo foi uma vida criada para ter aprovação dos outros, para estar dentro dos padrões de aceitação da comunidade cristã em que estava inserido, e sabendo que onipresente só o nosso Deus, na ausência das pessoas que me “exigiam” tal padrão eu vivia a vida real, sem sentido e vazia de significado, seguindo as paixões da minha juventude sem pensar naquele que queria me resgatar do pecado que me aprisionava.

Por fim, a liberdade. encontrei essa liberdade numa conversa sincera (acho que a primeira oração de verdade que fiz na vida) com Deus no meu quarto, atirado ao chão, chorando com uma criança e fazendo perguntas como: “Deus tu realmente existe? E se existe, me chamou realmente e me salvou?”. Nessa conversa senti uma sensação de pequenez que nunca senti antes e reconheci que Deus é o meu Senhor e Salvador sim! Desde então o amor de Deus que entrou no meu coração, vem trasformando tudo o que encontra pela frente em minha vida.

Viver hoje sem as correntes da mentira, sem o medo da revelação da verdade e sem me esconder dos outros é sensacional. Essa é a liberdade que encontrei somente quando recorri ao primeiro em minha vida, Deus! Hoje com a minha vida sob a luz da verdade vivo sem medo de me perder nos caminhos, pois vivo só por um Jesus! Filnalmente guadei as máscaras e liberei espaço para que Deus me vestisse com o capacete da salvação, e sua maravilhosa transformação, que experimento dia após dia. Sei que nessa última citação que farei, forçarei o texto bíblico, mas é o que realmente aconteceu na minha vida, agora sem MENTIRA.

“E conhecereis a VERDADE, e a VERDADE vos libertará.”² e ela verdadeiramente me libertou!

 André Dickson

¹ Pv 1.7a

² Jo 8.32

Estou farto!

Hoje foi um dia muito difícil e como em todos os dia assim pensei muito e estou transbordando em letras o que estou sentindo (é isso mesmo mais uma vez desabafando por aqui).

Um trecho de uma  musica que gosto muito diz assim: “Fazer as coisas certas da maneira errada, é o mesmo que nadar contra a maré!” e pior que isso é fazer “parecendo certo” com as motivações erradas.

Estou cansado de ver a experiencia religiosa moderna do “deus da retribuição”; do ego como direcionador de tudo; das lideranças impessoais, não transparentes; que valorizam as estruturas em detrimento das pessoas, o seu nome e o da instituição em detrimento do simples amor ao perdido. ESTOU FARTO!

Não consigo me conformar com um projeto de ministério onde a valorização do nome da instituição está na frente do socorro ao próximo, simplesmente porque queremos e devemos ajudar. Nosso projetos viraram marketing, tornaram-se um meio e não um fim, e o fim é a própia instituição,  por isso e por outras coisas é que ESTOU FARTO!

Analisando tudo, chego a conclusão que o melhor é ficar quieto, ficar calado, desisistir. Só há um problema nisso, EU NÃO CONSIGO! Minha experiência com Deus a cada dia confirma minhas convicções e não posso de maneira alguma deixar de expressar isso no meu exterior, pois isso é o que sou. Calar seria uma tortura diária, seria aprisionar a verdade dentro de mim e deixar com que na luta para fugir ela desfalecesse meu corpo.

Nesta noite de 08 de maio de 2012, Oro a Deus, entendendo que Ele é o maior empenhado por mudar isso, e peço que de algum jeito eu possa cooperar com Ele, de forma digna da vocação para a qual eu fui chamado, peço também que levante homens e mulheres fortes, amantes da palavra, que vem o próximo como o negócio das suas vidas e que não conseguem deixar de falar do tem visto e ouvido do Senhor. Por fim agradeço a Jesus Cristo que um dia me salvou e me transformou, para que ele possa transformar através de mim, agradeço por esse incômodo, pois eu bem sei que só pode ser fruto da sua justiça em minha vida!

Sim, eu acredito!

“Pois não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos”.
Atos 4:20

Desafio Radical em Benevides

Dia 21 de Abril de 2012

Na Primeira Igreja Batista de Benevides

a partir das 07h30

Vai rolar Evangelismo, Assistência a comunidade, Kids Games, Escola Bíblica Radical, Louvorzão e muito +++++

Não Perca!!!!!!!!!!

Fé e Convicções!

Em momentos como esse em que Deus me coloca a prova, para que eu saiba o que realmente sou, quais são os meu valores e o quanto estou disposto a lutar pela minha fé e convicções, quando preferiria estar enganado e ser o errado de tudo, mas sei que tudo o que aprendi e vivi apontam para um pensamento… tenho que seguir!
Nessas horas eu “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.” (Lamentações 3:21). Jesus Cristo meu Senhor e Salvador, aquele que coloca essa incoformação diante das coisas paralelas ao seu Reino e que podem ser chamadas de qualquer forma, menos Evangelho genuíno.
Não sonho em mudar a história, em ser reconhecido, em fazer grandes coisas, mas apenas viver de maneira digna da minha vocação, ser nas minhas pequenas coisas cooperador de Deus e ser lembrado como um homem que nas suas imperfeições chegou até o fim, completou a carreira, não abandonou aquilo em que acredita, pois isto é o que me sustém.
Minha oração hoje é…
PAI quero LUTAR, quero VIVER, quero CHEGAR.

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